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Glossário

Saúde mental e neurodesenvolvimento, em palavras simples.

Os termos que você mais ouve na clínica e na escola, explicados pela nossa equipe em linguagem de família.

Termos mais buscados

11 verbetes
Atraso de falaMarcos da linguagem e quando procurar um fonoaudiólogo.+

Fala-se em atraso de fala quando a criança não alcança, na idade esperada, os marcos de linguagem: primeiras palavras por volta de 1 ano, combinação de duas palavras perto dos 2 anos, frases compreensíveis por estranhos aos 3 anos. Não é uma régua rígida, mas um sinal para avaliar.

O atraso pode ser isolado ou parte de um quadro maior — como TEA ou perda auditiva. Por isso a avaliação fonoaudiológica investiga compreensão, produção e uso social da linguagem, não só o número de palavras. Esperar para ver custa tempo de desenvolvimento; avaliar não custa nada além de uma consulta.

Ver Fonoaudiologia
Avaliação neuropsicológicaO que investiga, como funciona e para que serve o laudo.+

É uma investigação clínica de como o cérebro processa atenção, memória, linguagem, raciocínio e comportamento. Combina entrevista, observação e testes padronizados em algumas sessões.

O resultado é um laudo que descreve o perfil cognitivo, sustenta o diagnóstico feito pelo médico e traz orientações práticas para família, escola e terapeutas. Serve em todas as idades — de dificuldades escolares a queixas de memória em adultos e idosos.

Ver Avaliação Neuropsicológica
Comunicação alternativaRecursos que dão voz a quem ainda não fala.+

Comunicação alternativa e ampliada é o conjunto de recursos que permite se comunicar sem depender da fala: figuras, pranchas, aplicativos, gestos combinados. É usada quando a fala ainda não apareceu ou não é suficiente para as necessidades do dia a dia.

Uma dúvida comum das famílias: usar figuras não atrasa a fala. A evidência mostra o contrário — dar um jeito de se comunicar reduz a frustração e tende a favorecer o desenvolvimento da linguagem oral.

Ver Fonoaudiologia
EcolaliaRepetição de falas: o que significa e como responder.+

Ecolalia é a repetição de palavras ou frases ouvidas — na hora (imediata) ou depois, às vezes dias depois (tardia). Aparece com frequência no TEA e também no desenvolvimento típico, em fase inicial de linguagem.

Ela costuma ter função: pedir, comentar, se organizar, se regular. Em vez de tentar suprimir, a intervenção busca entender para que serve e ensinar formas de comunicação mais funcionais junto — sem tirar da criança o recurso que ela já tem.

Ver Terapia ABA
Funções executivasPlanejar, organizar, esperar e mudar de estratégia.+

São as habilidades que permitem organizar o comportamento para chegar a um objetivo: planejar, iniciar uma tarefa, manter a atenção, controlar impulso, flexibilizar quando algo dá errado e guardar informação na memória de trabalho.

Falhas nessas funções aparecem como desorganização, esquecimento, dificuldade de terminar tarefa e explosões de frustração — muito comuns no TDAH. São avaliadas na neuropsicologia e trabalhadas em psicologia, psicopedagogia e terapia ocupacional.

Ver Avaliação Neuropsicológica
Integração SensorialComo o processamento sensorial afeta comportamento e aprendizagem.+

Integração sensorial é o modo como o sistema nervoso organiza as informações que chegam dos sentidos — som, toque, textura, movimento, posição do corpo. Quando essa organização não vai bem, o efeito aparece no comportamento.

Uma criança pode se incomodar demais com barulho, etiqueta e multidão, ou buscar movimento e pressão sem parar. Isso afeta sono, alimentação, escola e convivência. A intervenção acontece em sala equipada, dentro da terapia ocupacional, e continua em casa com estratégias combinadas com a família.

Ver Integração Sensorial
Níveis de suporteO que significam os níveis 1, 2 e 3 no TEA.+

Os níveis de suporte descrevem quanto apoio a pessoa com TEA precisa no dia a dia — nível 1 (exige apoio), 2 (apoio substancial) e 3 (apoio muito substancial). Não são graus de inteligência nem de valor: são uma medida de necessidade de suporte.

O nível orienta decisões práticas, como a carga horária de terapia e o programa indicado. Ele também pode mudar ao longo do tempo, conforme a pessoa desenvolve habilidades e o ambiente se adapta.

Ver Terapia ABA
Seletividade alimentarQuando a recusa alimentar precisa de acompanhamento.+

Seletividade alimentar é a restrição persistente do repertório de alimentos — a criança come poucos itens, recusa grupos inteiros e reage a texturas, cheiros ou temperaturas específicas. É diferente da fase normal de recusa dos 2 aos 4 anos.

Costuma ter base sensorial, o que explica por que insistir e forçar aumentam a recusa. O trabalho junta nutrição, fonoaudiologia e terapia ocupacional, com metas pequenas e progressivas para ampliar o repertório sem transformar a refeição em conflito.

Ver Nutrição
TDAHDesatenção, hiperatividade e impulsividade em crianças e adultos.+

TDAH é o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade. Aparece em três apresentações: predominantemente desatenta, predominantemente hiperativa/impulsiva e combinada. Os sinais precisam estar presentes em mais de um ambiente e prejudicar a vida — só ser agitado não é TDAH.

O diagnóstico é médico e a avaliação neuropsicológica descreve o perfil de atenção e funções executivas que o sustenta. O tratamento combina, conforme o caso, acompanhamento médico, psicoterapia, psicopedagogia e ajustes na escola e na rotina.

Ver Avaliação Neuropsicológica
TEA (Transtorno do Espectro Autista)O que é, sinais precoces, níveis de suporte e caminhos de intervenção.+

TEA é uma condição do neurodesenvolvimento que afeta comunicação social e comportamento, com padrões restritos ou repetitivos de interesse e atividade. "Espectro" indica a enorme variação entre pessoas — em linguagem, autonomia e necessidade de apoio.

Sinais precoces incluem pouco contato visual, não responder ao nome, atraso de fala, não apontar para mostrar interesse e incômodo intenso com sons ou texturas. Quanto mais cedo a intervenção começa, maior o ganho: o cérebro em desenvolvimento responde melhor ao estímulo estruturado.

Ver Terapia ABA
Terapia ABAFundamentos da Análise do Comportamento Aplicada e o que esperar.+

ABA é a Análise do Comportamento Aplicada: a partir da observação sistemática do que antecede e do que mantém um comportamento, ensinam-se habilidades novas de forma estruturada, mensurável e progressiva — comunicação, autonomia, interação, tolerância à frustração.

Na MenthalHelp, ABA não é uma sessão isolada: psicologia, fonoaudiologia, terapia ocupacional, musicoterapia, nutrição, psicopedagogia e fisioterapia atuam no mesmo plano, com metas compartilhadas, registro de dados e supervisão periódica.

Ver Terapia ABA