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Psicologia ABA

Preparar o adolescente para o mercado de trabalho sem desmontar o sonho dele

Por Equipe de Psicologia ABA da MenthalHelp (colaboração: Bruna Carneiro Queiroz) · 2 min de leitura · Revisado em julho de 2026

Como preparar o adolescente para o mercado de trabalho. Meu filho tem uma profissão dos sonhos: como trabalhar expectativas e planejamento?

A dúvida das famílias

"Meu filho(a) é muito tímido(a). Isso pode atrapalhar na hora de conseguir um emprego?" "Meu filho(a) só quer uma profissão. Como posso ajudá-lo(a) a considerar outras possibilidades de carreira?"

Para quem é este conteúdo
Adolescente

Como abordamos na MenthalHelp

A intervenção não tem como objetivo fazer o(a) adolescente desistir do sonho de seguir uma determinada profissão. Pelo contrário: buscamos ajudá-lo(a) a construir um projeto de vida mais seguro e flexível. Durante os atendimentos, conversamos sobre os interesses, as habilidades e as expectativas do(a) adolescente. Também utilizamos atividades que estimulam o autoconhecimento, a resolução de problemas, a tomada de decisão e a flexibilidade de pensamento. Aos poucos, apresentamos diferentes possibilidades de carreira, mostramos que existem profissões com características semelhantes e trabalhamos a ideia de que ter um "plano B" não significa abrir mão do sonho, mas estar preparado(a) para diferentes caminhos, caso seja necessário. Desenvolvemos também habilidades importantes para qualquer profissão, como comunicação, autonomia, organização, tolerância à frustração e capacidade de lidar com mudanças. Dessa forma, o(a) adolescente se sente mais confiante para fazer escolhas conscientes e enfrentar os desafios do mercado de trabalho.

Sinais de alerta

Apresenta sofrimento intenso ao falar sobre outras possibilidades de carreira ou quando percebe que pode não conseguir seguir a profissão desejada. Recusa-se a explorar outras opções, mesmo quando isso limita seu planejamento para o futuro. Demonstra grande rigidez nas escolhas, sem conseguir considerar alternativas diante de imprevistos ou mudanças. Apresenta ansiedade, irritabilidade ou crises emocionais quando o assunto é vestibular, profissão ou mercado de trabalho.

Mito comum

"Se eu incentivar outra opção de carreira, meu filho vai achar que eu não acredito no potencial dele." "Ter um plano B significa desistir do sonho." "É melhor deixar que ele descubra sozinho, sem conversar sobre alternativas." "Se insistirmos em outras possibilidades, ele vai perder o foco."

Perguntas frequentes

1. Meu filho(a) insiste em apenas uma profissão. Isso é um problema? Não necessariamente. Ter um objetivo é positivo, mas é importante que o(a) adolescente também consiga considerar outras possibilidades, caso os planos precisem ser adaptados ao longo da vida. 2. Devo incentivar um plano B ou isso pode desmotivar meu(minha) filho(a)? Incentivar um plano B não significa desistir do sonho. Significa ajudá-lo(a) a desenvolver flexibilidade e a se preparar para diferentes cenários, sem perder o foco em seus objetivos. 3. Como a Psicologia pode ajudar na escolha da profissão? A Psicologia auxilia o(a) adolescente a conhecer melhor seus interesses, habilidades e valores, além de desenvolver autonomia, segurança e confiança para tomar decisões sobre o futuro profissional.

O que esperar

Cada adolescente tem seu próprio ritmo de desenvolvimento, por isso não é possível definir um prazo exato ou garantir resultados. No entanto, com um acompanhamento adequado e a participação da família, é comum observar, ao longo dos primeiros meses, maior autoconhecimento, mais abertura para explorar diferentes possibilidades de carreira e maior segurança para tomar decisões. O objetivo da intervenção não é fazer o(a) adolescente mudar de profissão, mas ajudá-lo(a) a construir um projeto de vida mais flexível, aprender a lidar com imprevistos e desenvolver habilidades que serão importantes para sua vida acadêmica e profissional. SUGESTÃO DE OUTRO TEMA Relacionamentos no TEA: desafios e possibilidades.

Referências

CARVALHO, M. C. L.; SOBRINHO, E. P.; ARAÚJO, A. J. S.; CAMINO, C. P. S.; COUTINHO, M. P. L. (2023). Inserção de Pessoas com Autismo no Mercado de Trabalho: Revisão Integrativa. Revista Psicologia: Organizações e Trabalho, 23(2), 2479–2486. DOI: 10.5935/rpot/2023.2.23838 HENDRICKS, D. (2010). Employment and adults with autism spectrum disorders: Challenges and strategies for success. Journal of Vocational Rehabilitation, 32(2), 125–134.